Palmeiras tem dívida de quase R$ 68 milhões com a Crefisa

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Fundamental para o sucesso do Palmeiras nos gramados nos últimos anos, a Crefisa é o que se pode chamar de patrocinador master do clube paulista. Várias contratações ocorreram por conta do apoio do grupo, mas o Verdão precisa dar contrapartidas.

O clube encerrou 2022 com uma dívida de R$ 67,9 milhões com a parceira, por conta principalmente de contratações realizadas nos primeiros tempos do acordo. O valor pendente refere-se às compras de Luan, Guerra, Carlos Eduardo, Borja, Deyverson e Dudu.

O Palmeiras se comprometeu a devolver os valores investidos pela Crefisa nestas contratações. Depois dos aditivos nos contratos com a empresa, todos reconhecidos pelo Conselho Deliberativo do clube, ficou estabelecido que o Verdão deveria repor os valores, acrescidos de juros tendo por base a taxa de CDI.

Pelo acordo, caso algum dos atletas contratados após o aporte fosse negociado o Palestra devolveria o valor acrescido de juros. Se a quantia for inferior que a investida, ou se o jogador sair do clube no fim de seu contrato, o Palmeiras tem dois anos para fazer o pagamento.

O contrato com a Crefisa determina que a parceira pague R$ 12 milhões em caso de Campeonato Brasileiro, o que serviu para reduzir um débito que chegou a R$ 110 milhões em 2021. O acordo tem sido muito vantajoso para ambas as partes, com o Palmeiras conquistando títulos de expressão como o próprio Brasileirão e duas Libertadores, além de um Paulistão, graças ao forte elenco que conseguiu montar e tem sido comandado pelo ótimo técnico português Abel Ferreira, o mais vitorioso da história do Palestra.

O primeiro compromisso do Palmeiras na temporada de 2023 será contra o São Bento no dia 14 deste mês, às 20h30, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista, no qual tentará a conquista do bicampeonato. O Verdão mais uma vez é considerado favorito para levantar a taça do estadual.