Projeto insólito e inoportuno

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Maracanã

Desde 9 de março último, tenho elucubrado o que teria levado o deputado estadual André Ceciliano (PT-RJ), presidente da Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) – a despeito dos graves problemas que o Estado enfrenta – a redigir o projeto de lei 3.489/21, propondo a mudança de nome do estádio jornalista Mário Filho – o Maracanã – para estádio Edson Arantes do Nascimento – o Rei Pelé, aprovado em sessão única.

Mário Filho foi dono do antigo Jornal dos Sports, autor do livro O Negro no Futebol Brasileiro, um best-seller sobre a história do futebol no Brasil e um incansável batalhador pela construção do estádio para a Copa do Mundo de 1950, ano em que foi inaugurado, no dia 16 de julho.

Seu neto, o também jornalista Mário Neto, numa entrevista à Agência Brasil, analisa a mudança como uma atitude lamentável de quem não conhece nada de esportes, nem da história do homenageado. 

Ressalte-se que Pelé merece todas as homenagens que, diga-se de passagem, quando são realizadas com o homenageado ainda em vida, tanto melhor. Mas, no caso em tela, outras formas de homenagens podem ser prestadas.

Confesso que ainda não consegui encontrar nenhuma lógica na atitude do deputado André Ceciliano. Resta agora passar pelo crivo do governador em exercício, Cláudio Castro – que pode aprová-lo ou não. Contando a partir do dia 9, tem 15 dias para tomar sua decisão.

A maioria dos torcedores é contra a mudança do nome do estádio.

Espera-se que o governador diga um rotundo não a esse projeto insólito e inoportuno.