Série B 2026: orçamento dos principais clubes e quem tem mais força financeira para subir

Gabriel Silva
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Na nossa avaliação, a Série B 2026 é financeiramente mais desigual do que parece à primeira vista. Existem clubes com orçamento próximo ao padrão de Série A e outros operando com estrutura extremamente enxuta.

O acesso não depende apenas do dinheiro — mas o dinheiro, hoje, pesa muito mais do que há dez anos.

Abaixo, detalhamos os principais clubes e seus patamares financeiros estimados para 2026.

Santos – orçamento estimado entre R$ 220 e R$ 250 milhões

Na nossa leitura, o Santos é o clube financeiramente mais estruturado da Série B neste momento.

  • Receita elevada mesmo na segunda divisão.
  • Base comercial forte.
  • Folha salarial estimada acima de R$ 15 milhões mensais.
  • Estrutura de Série A mantida.

O clube opera praticamente com padrão de elite. O desafio não é orçamento — é estabilidade esportiva.

Vasco – orçamento entre R$ 180 e R$ 220 milhões

Mesmo em cenário de reestruturação, o Vasco mantém um dos maiores orçamentos da competição.

  • Investimento alto em folha.
  • Capacidade de contratação acima da média.
  • Estrutura SAF permite absorver risco.

Na nossa avaliação, se houver organização técnica, o Vasco é candidato direto ao acesso. Financeiramente, está acima da média da liga.

Cruzeiro – orçamento entre R$ 150 e R$ 180 milhões

O Cruzeiro opera em fase de estabilização, mas ainda com orçamento superior à maior parte da Série B.

  • Folha mensal entre R$ 10 e R$ 13 milhões.
  • Estrutura administrativa reorganizada.
  • Dependência maior de desempenho para manter fluxo financeiro.

Na nossa leitura, é clube com condição de acesso, mas menos folga financeira do que Santos ou Vasco.

Ceará – orçamento entre R$ 120 e R$ 150 milhões

O Ceará aparece como um dos clubes mais organizados da faixa intermediária.

  • Gestão mais controlada.
  • Investimento equilibrado.
  • Elenco competitivo sem exagero salarial.

Na nossa avaliação, está no grupo que pode subir se começar bem e evitar instabilidade.

Sport – orçamento entre R$ 110 e R$ 140 milhões

O Sport mantém base forte de torcida e receitas comerciais sólidas.

  • Folha salarial relevante.
  • Pressão por acesso imediato.
  • Histórico recente de oscilações financeiras.

Na nossa leitura, é candidato competitivo, mas sem margem ampla para erro.

América-MG – orçamento entre R$ 90 e R$ 120 milhões

Clube tradicionalmente organizado.

  • Estrutura enxuta.
  • Gestão eficiente.
  • Pouca exposição a risco financeiro elevado.

Na nossa avaliação, é clube que costuma competir acima do orçamento, especialmente pela organização tática.

Parte inferior financeira – clubes entre R$ 40 e R$ 80 milhões

Aqui entram equipes como:

  • Remo
  • Chapecoense
  • Mirassol
  • Novorizontino

Na nossa leitura, esses clubes trabalham com:

  • Folha mensal abaixo de R$ 4 milhões.
  • Forte dependência de rendimento esportivo.
  • Margem mínima para erro.

O objetivo primário dessas equipes costuma ser permanência — acesso seria consequência de temporada excepcional.

Diferença estrutural que chama atenção

Na nossa avaliação, o que mais impressiona é a distância entre o topo e a base financeira:

  • Um clube com orçamento de R$ 220 milhões pode investir até 4 ou 5 vezes mais em folha do que um clube de R$ 50 milhões.
  • Isso impacta profundidade de elenco.
  • Impacta capacidade de reagir a lesões.
  • Impacta estabilidade ao longo de 38 rodadas.

A Série B deixou de ser apenas “liga equilibrada”. Financeiramente, ela é cada vez mais polarizada.

O dinheiro garante o acesso?

Na nossa leitura, não completamente — mas aumenta muito a probabilidade.

Historicamente, pelo menos dois dos quatro clubes que sobem pertencem ao grupo com maior orçamento.

Mas a Série B tem característica própria:

  • Pressão psicológica elevada.
  • Jogos físicos.
  • Ambientes hostis.
  • Margem pequena de erro.

Orçamento ajuda, mas organização técnica e regularidade continuam decisivos.

O que observar ao longo de 2026

Na nossa avaliação, três fatores definirão quem sobe:

  • Capacidade de manter folha salarial em dia.
  • Estabilidade do treinador.
  • Profundidade de elenco para sequência pesada.

O clube que conseguir equilibrar esses três pontos, independentemente de ser o mais rico ou não, tende a estar entre os quatro primeiros ao final da temporada.