O VAR não acabou com as polêmicas. Acirrou-as

Gabriel Silva
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Caso vivos fossem, o que diriam a respeito do VAR, Nelson Rodrigues, João Saldanha e Sandro Moreyra, nomes inesquecíveis da nossa imprensa esportiva. Certamente o tema seria assunto nos seus artigos. Frasistas de mão cheia, teriam cunhado frases sobre o VAR que iriam fazer parte do universo do futebol, como aliás fizeram várias vezes, ao longo das suas brilhantes carreiras.

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Na defesa do VAR, seus defensores diziam que as polêmicas, as discussões sobre lances polêmicos de algumas partidas, tudo isso iria acabar. Ocorreu exatamente o contrário.

Neste Brasileirão são inúmeras as críticas em relação ao VAR que,

que logo na sua estreia, em dezembro de 2016, no Mundial de Clubes, no Japão, deu problemas e gerou intensas polêmicas. 

A partir do VAR, o juiz perdeu sua autoridade. Passou a ser um mero coadjuvante. Antes do advento do VAR houve a experiência de colocar mais dois árbitros – cada um atrás de cada gol. Não deu certo. Não funcionou. A ideia – que tinha tudo para dar errado e deu – não prosperou e ninguém reclamou.

O VAR, entre os seus muitos problemas, tirou a espontaneidade da torcida de comemorar o gol. Em diversas situações os torcedores têm  que conter o grito, à espera da decisão de um lance de gol, que pode durar até três minutos. 

Manda a verdade que se diga: o VAR está burocratizando o futebol que, a continuar assim, vai virar um esporte de tecnocratas.

Não será surpresa se o povão passar acompanhar competições de futebol que não utilizam o VAR. Basta o juiz e os bandeirinhas para decidir todo e qualquer lance.

Como sempre foi. Foi assim que o futebol se tornou o esporte das multidões.