Palmeiras: um ano para esquecer: muito dinheiro e pouca glória

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Comissão técnica do Palmeiras
Foto: Comissão Técnica do Palmeiras/Cesar Greco

A temporada de 2025 chegou com ambições altíssimas para o Palmeiras. Com o elenco reforçado de ponta a ponta, sob o comando do técnico Abel Ferreira, o clube parecia preparado para brilhar. 

Afinal, no total das janelas de 2025, o Verdão celebrou “o maior investimento da história do clube”: foram cerca de R$ 633 milhões em novas contratações. Jogadores como Vitor Roque, Facundo Torres, Ramón Sosa, entre outros, chegaram com o objetivo declarado de fazer o Palmeiras voar alto em todas as competições. 

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DECEPÇÃO COMEÇA NO PAULISTÃO

Mas a primeira fase da temporada já foi de frustração. No estadual, o Palmeiras tinha a chance de conquistar um tetracampeonato inédito no Paulistão, algo que acendeu a esperança da torcida. 

Porém, na final, contra o Corinthians, o Verdão decepcionou. A derrota por 1 x 0 na partida de ida, no Allianz Parque, fez com que perdesse a vantagem em casa e o título foi “por água abaixo”.

Esse revés deixou claro que, apesar de todo o investimento, nem sempre recursos garantem sucesso, especialmente em clássicos e decisões de alta pressão.

A LIBERTADORES, MAIOR FRUSTRAÇÃO DA TEMPORADA

Se o Paulistão já dera sinais de alerta, a verdadeira tragédia da temporada aconteceu na decisão da Copa Libertadores da América de 2025. O Palmeiras chegou à final com moral, bom futebol e expectativa de se tornar o primeiro time brasileiro a conquistar o tetracampeonato continental. Mas, em Lima, diante do Flamengo — um rival de peso — a história terminou de forma amarga.

O jogo foi disputado, truncado, decidido nos detalhes. Aos 29 minutos do primeiro tempo, o volante rubro-negro Erick Pulgar acertou uma entrada dura em um jogador do Palmeiras. 

Muitos pediram a expulsão, o que seria justo. Mas o árbitro deu apenas pelo cartão amarelo. Além disso, o VAR nem recomendou revisão. O técnico Abel Ferreira, obviamente, reagiu com ironia e frustração na entrevista após a partida:

“Acho que o árbitro foi simpático, não quis estragar a final.” 

Para ele, o lance poderia ter mudado o rumo do jogo — e talvez o destino do título. Mas Abel não foi o único a apontar problemas. Muitos torcedores e comentaristas levantaram a voz. Como um deles comentou em fóruns da internet, logo após a final:

“Um time caríssimo gastou 700 milhões em reforços e o Abel não consegue fazer o time jogar…”, lamentou um torcedor

A frase resume bem o sentimento de frustração: tanto dinheiro investido, tanto reforço chegando, e um desempenho em campo muito aquém do esperado.

O BALANÇO DO ANO: FRACASSOS EM SÉRIE

Com a derrota na Libertadores, o Palmeiras sai de 2025 com mais decepções do que glórias. O fracasso no Paulistão, a impossibilidade de conquistar o tetra estadual; a derrota na final continental — e a chance histórica desperdiçada de mais um título da América.

A presidente do clube, Leila Pereira, tentando manter a calma institucional, admitiu a turbulência, mas reafirmou a vontade de seguir com Abel no comando. 

“Não acredito que nós não vencemos nesses últimos 5 jogos por causa de arbitragem. Eu não posso terceirizar a responsabilidade que é nossa.” 

Mas a frase revela também uma atitude de contenção: ela sabe que a culpa não pode ser atribuída apenas a fatores externos – erros de arbitragem, pressão, etc. 

A própria diretoria palmeirense entende que a responsabilidade principal está dentro de campo: nas escolhas do elenco, na preparação física, na estratégia.

ONDE ERROU O PALMEIRAS EM 2025?

Por que tanto investimento não se traduziu em títulos? Há várias explicações — algumas mais estruturais, outras de momento.

  1. Expectativa exagerada + elenco inchado — Com tantas contratações caras, a pressão era enorme. A adaptação de jogadores, entrosamento e egos no vestiário podem ter atrapalhado a construção de um time coeso.

  2. Falta de identidade tática clara — Embora Abel Ferreira seja um técnico experiente e vencedor, o Palmeiras de 2025 muitas vezes pareceu sem plano B, sem malícia para jogos decisivos, sem precisão para lidar com pressão.

  3. Dependência de fatores externos — A reclamação da arbitragem, por si só, não justifica derrotas. Mas o fato de o time não estar preparado para lidar com essa adversidade é sintomático.


O QUE ESPERAR PARA O FINAL DO ANO

Apesar de tudo, o Brasileirão oferece uma pequena esperança. O Palmeiras não depende mais de si e de tropeços do líder Flamengo. A torcida (e a diretoria) sonham com um troféu para salvar a temporada. Mas não parece algo provável. A taça mais uma vez está muito perto da Gávea.

CONCLUSÃO

É provável que 2025 entre para a história como um ano de “o que poderia ter sido”  – caro, ambicioso, cheio de expectativas – para, no fim, ser marcado por frustrações.

Para os torcedores do Palestra é melhor esquecer 2025.