Bola aérea é o ponto fraco da defesa do Atlético (MG)

Gabriel Silva
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Imagem: Divulgação

O jogo aéreo adversário tem sido uma grande dor de cabeça do Atlético (MG) na temporada e uma das maiores preocupações do técnico Luiz Felipe Scolari deste que assumiu o comando da equipe, substituindo Eduardo Coudet. O time mineiro tem sofrido muito com as bolas alçadas sobre sua área.

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Nada menos que 18 dos 33 tentos sofridos pelo alvinegro de Belo Horizonte em 2023 surgiram de jogadas do tipo e apenas três de pênaltis. Isto representa cerca de 60% de gols a partir de bolas do gênero, várias delas em cobranças de escanteios ou faltas na lateral da área atleticana.

O último compromisso do Galo na Série A – empate com o América (MG) no clássico local -, demonstrou com grande clareza os problemas que a defesa atleticana tem tido em bolas aéreas. Os dois tentos marcados pelo Coelho por Mastriani, um deles de letra e outro de cabeça, surgiram de cruzamentos pelo lado esquerdo. Neste jogo o alvinegro chegou a colocar 2 x 0 no placar, mas acabou cedendo o empate.

Além dos gols sofridos contra o América, o Atlético também sofreu tentos a partir de bolas aéreas em jogos contra Carabobo, Libertad e Milionários pela Taça Libertadores, Fortaleza, Fluminense, Palmeiras, Botafogo e Vasco pelo Brasileirão, Brasil de Pelotas e Corinthians pela Copa do Brasil, entre outros, sem contar os confrontos pelo Campeonato Mineiro.

A situação anda tão problemática neste quesito que Felipão já começou a treinar com mais intensidade sua defesa para enfrentar tais jogadas, que têm tirado pontos preciosos do Atlético (MG). Problemas de desatenção da zaga e mesmo em fundamentos básicos para um defensor como a impulsão têm deixado muito a desejar no Galo e precisam ser corrigidos com urgência.

O Brasileirão terá sua 14ª rodada no próximo final de semana e o Atlético (MG) também avançou para a próxima fase da Libertadores. A hora para falhas infantis passou e o Galo precisa focar mais seus zagueiros para os próximos desafios na temporada.