Paulistão-26: crise chega aos gramados e São Paulo fica à beira do abismo

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Sao Paulo
Imagem: Divulgação

Em um começo de temporada que prometia ser de reerguimento, o São Paulo Futebol Clube vive um dos momentos mais turbulentos de sua história recente, dentro e fora das quatro linhas. 

Na última rodada do Campeonato Paulista de 2026, o Tricolor caiu por 3 x 2 para a Portuguesa, em pleno MorumBis, em jogo que simbolizou a instabilidade que atravessa o clube.

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O resultado negativo deixou a equipe em uma situação desconfortável: na 14ª posição da tabela estadual com apenas quatro pontos, o São Paulo está perigosamente perto da zona de rebaixamento — um cenário inimaginável para um clube que ostenta três títulos mundiais e três Libertadores no currículo. 

SITUAÇÃO DIFÍCIL

O Tricolor está apenas um ponto à frente do Noroeste, primeiro clube rebaixado para a segunda divisão paulista, se o campeonato terminasse agora. 

A derrota para a Portuguesa aconteceu em um clima já bastante tenso, pouco depois da renúncia do presidente Julio Casares, que entregou o cargo em meio ao processo de impeachment aberto no Conselho Deliberativo e à grave crise interna no clube.

CICINHO: É REAL O RISCO DE REBAIXAMENTO

A crítica à gestão transcende os comentaristas e chega a figuras que fizeram história com a camisa do São Paulo. Durante participação em programa esportivo, o ex-lateral e ídolo Cicinho foi categórico ao analisar o momento do clube.

“Não temos paz. Não é exagero pensar em rebaixamento. Toda essa turbulência que vive o São Paulo, mais o comportamento dos jogadores, faz 2026 não ser um ano legal para o clube. A temporada mal começou e já estamos nos lascando.”

Essa declaração, feita em conhecido órgão da imprensa esportiva, reflete não apenas a preocupação com a situação dentro de campo, mas também a percepção de que os problemas institucionais estão contaminando o ambiente esportivo e afetando diretamente o rendimento da equipe.

HERNÁN CRESPO SOB PRESSÃO

O técnico Hernán Crespo viu seu São Paulo ser novamente derrotado em casa, em um jogo que teve reversões e lances perigosos, mas acabou com a frustração estampada na arquibancada. 

Em entrevistas após a derrota, o treinador deixou claro que a responsabilidade por melhorias é coletiva:

“O momento é de identificar falhas, ajustar detalhes em campo e manter a confiança dos nossos jogadores. Sabemos da história deste clube, mas também encaramos a realidade de termos que trabalhar duro para tirar a equipe desta fase ruim.”

Para piorar, na próxima rodada o time terá um clássico com o Palmeiras no estádio do adversário.

COMENTARISTA ALERTA

Não são apenas ídolos e treinadores que se manifestam. Na mídia esportiva, comentado­res têm expressado análises contundentes sobre a precariedade do São Paulo neste início de Paulistão.

Um comentarista esportivo de destaque, Rodrigo Bueno, chegou a afirmar em programa de TV que a situação atual do clube é crítica:

“Os dois piores do Campeonato Paulista vão cair. Hoje, o São Paulo só não é pior que o Capivariano. Estamos no meio de janeiro, e logo em março, o clube pode experimentar um rebaixamento no estadual. É claro que isso teria impacto financeiro, mas a crise moral que o time vive faz todo mundo sumir.”

O QUE CAUSOU A SITUAÇÃO CALAMITOSA?

1. Instabilidade Política e Financeira

A crise política no São Paulo é real e profunda. A saída de Julio Casares veio após a aprovação do processo de impeachment no Conselho Deliberativo, desencadeando uma série de debates sobre a gestão e a saúde financeira do clube. Investigações que envolvem possíveis irregularidades administrativas e desvios de recursos agravaram ainda mais o clima.

2. Impacto no Elenco e Desempenho Técnico

No campo, o São Paulo tem sofrido com oscilações graves de desempenho. O time tem sido vazado com frequência — inclusive sofrendo três gols em casa pela segunda vez em quatro partidas — e apresenta uma das piores médias de finalizações ao gol no Paulistão até aqui.

3. Desgaste Emocional e Falta de Coesão

Jogadores manifestam desgaste emocional diante da pressão constante vinda da torcida, da imprensa e dos bastidores políticos. A falta de estabilidade passa a sensação de que a equipe não tem uma direção clara para reagir.

BASE: LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Em meio ao turbilhão, um ponto de otimismo pode surgir como alento para torcedores e dirigentes: a base tricolor na Copinha 2026 está próxima de mais um título. 

Jogadores jovens já demonstraram talento e capacidade de pressão em grandes jogos no torneio de juniores. O talento e a competitividade que a base tem mostrado podem e devem ser mais utilizados no elenco profissional, pelo menos como alternativa para injetar energia e espírito de luta na equipe principal.

PERSPECTIVAS: O QUE PODE SER FEITO?

REFORÇAR DIREÇÃO E GESTÃO

Uma reestruturação administrativa pode ser necessária para devolver ao clube a estabilidade que permitiu conquistas históricas no passado.

VALORIZAR TALENTOS DA BASE

A aposta em jovens com mentalidade vencedora é uma saída viável para mitigar os efeitos da instabilidade institucional.

RETOMAR FOCO TÁTICO

O treinador e sua comissão técnica precisarão ajustar estratégias urgentes para que o time deixe de entregar resultados abaixo do esperado.

CONCLUSÃO

O que parecia impossível – o São Paulo lutando contra o rebaixamento no Paulistão – hoje é debatido com seriedade. 

A soma de instabilidade política, resultados ruins e desgaste emocional fez com que um dos maiores clubes do Brasil viva um dos momentos mais delicados de sua história esportiva recente.