Quem cai primeiro? Pressão e estatísticas da zona de rebaixamento no Brasileirão 2026

Gabriel Silva
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Após quatro rodadas do Brasileirão 2026, o topo começa a ganhar forma, mas é na parte inferior da tabela que os sinais de alerta aparecem primeiro. Na nossa avaliação, a disputa contra o rebaixamento já deixou de ser projeção teórica e começa a ganhar contornos estatísticos.

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Os números da parte de baixo após 4 rodadas

Situação atual dos últimos colocados:

  • Santos – 1 ponto, 4 gols marcados, 7 sofridos
  • Internacional – 1 ponto, 2 gols marcados, 5 sofridos
  • Vasco – 1 ponto, 2 gols marcados, 4 sofridos
  • Cruzeiro – 1 ponto, 3 gols marcados, 8 sofridos

O Cruzeiro tem a pior defesa entre os quatro, com média de 2 gols sofridos por jogo. Em campeonatos recentes, equipes que terminaram rebaixadas geralmente apresentavam média superior a 1,7 gol sofrido por partida — o que coloca o início celeste dentro de um padrão estatisticamente preocupante.

Santos e Vasco enfrentam problema oposto: produção ofensiva baixa. Ambos têm média inferior a 1 gol por jogo. Historicamente, times que terminam o Brasileirão com menos de 45 gols marcados costumam brigar até o fim contra o descenso.

Comparação com inícios de 2024 e 2025

Se compararmos com as últimas duas edições:

  • Em 2024, duas das quatro equipes rebaixadas tinham no máximo 2 pontos após 4 rodadas.
  • Em 2025, três clubes que começaram com menos de 3 pontos nas primeiras quatro partidas terminaram a temporada abaixo da 16ª posição.

Não é determinante, mas é um padrão. O início ruim aumenta significativamente a probabilidade de passar o campeonato inteiro reagindo, e não construindo.

Dados de desempenho (tendência xG e solidez defensiva)

Mesmo sem números oficiais consolidados de xG público rodada a rodada, a tendência observável é clara:

  • Cruzeiro concede muitas finalizações em zona central.
  • Internacional produz mais do que converte, o que sugere possível recuperação estatística.
  • Vasco tem baixo volume ofensivo total.
  • Santos alterna bons momentos com quedas abruptas de intensidade.

Na nossa leitura, Internacional é o que apresenta melhor “base estrutural” para reação. Cruzeiro é o que mais depende de ajuste defensivo imediato.

Projeção matemática e média histórica de permanência

A média histórica para escapar do rebaixamento gira entre 43 e 45 pontos.

Com 1 ponto em 4 jogos (0,25 por partida), a projeção linear levaria a menos de 10 pontos ao final do campeonato — cenário obviamente irreal, mas que evidencia a urgência.

Para atingir 44 pontos, essas equipes precisariam agora de média próxima a 1,4 ponto por jogo até o fim da temporada. Isso exige mudança de desempenho quase imediata.

Pressão estrutural e fator psicológico

Existe ainda o componente emocional. Clubes como Santos, Vasco e Cruzeiro carregam peso histórico e ambiente de cobrança intensa. A permanência prolongada na parte de baixo altera decisões técnicas e acelera crises internas.

Na nossa opinião, a primeira vitória desses clubes será mais simbólica do que matemática. Ela redefine narrativa e reduz pressão.

Ainda é cedo para decretar favoritos ao rebaixamento, mas já é possível afirmar: quem não reagir até a 6ª rodada entrará em zona estatisticamente perigosa.