O VAR não acabou com as polêmicas. Acirrou-as

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Caso vivos fossem, o que diriam a respeito do VAR, Nelson Rodrigues, João Saldanha e Sandro Moreyra, nomes inesquecíveis da nossa imprensa esportiva. Certamente o tema seria assunto nos seus artigos. Frasistas de mão cheia, teriam cunhado frases sobre o VAR que iriam fazer parte do universo do futebol, como aliás fizeram várias vezes, ao longo das suas brilhantes carreiras.

Na defesa do VAR, seus defensores diziam que as polêmicas, as discussões sobre lances polêmicos de algumas partidas, tudo isso iria acabar. Ocorreu exatamente o contrário.

Neste Brasileirão são inúmeras as críticas em relação ao VAR que,

que logo na sua estreia, em dezembro de 2016, no Mundial de Clubes, no Japão, deu problemas e gerou intensas polêmicas. 

A partir do VAR, o juiz perdeu sua autoridade. Passou a ser um mero coadjuvante. Antes do advento do VAR houve a experiência de colocar mais dois árbitros – cada um atrás de cada gol. Não deu certo. Não funcionou. A ideia – que tinha tudo para dar errado e deu – não prosperou e ninguém reclamou.

O VAR, entre os seus muitos problemas, tirou a espontaneidade da torcida de comemorar o gol. Em diversas situações os torcedores têm  que conter o grito, à espera da decisão de um lance de gol, que pode durar até três minutos. 

Manda a verdade que se diga: o VAR está burocratizando o futebol que, a continuar assim, vai virar um esporte de tecnocratas.

Não será surpresa se o povão passar acompanhar competições de futebol que não utilizam o VAR. Basta o juiz e os bandeirinhas para decidir todo e qualquer lance.

Como sempre foi. Foi assim que o futebol se tornou o esporte das multidões.