Bola aérea é o ponto fraco da defesa do Atlético (MG)

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Atlético Mineiro
Imagem: Divulgação

O jogo aéreo adversário tem sido uma grande dor de cabeça do Atlético (MG) na temporada e uma das maiores preocupações do técnico Luiz Felipe Scolari deste que assumiu o comando da equipe, substituindo Eduardo Coudet. O time mineiro tem sofrido muito com as bolas alçadas sobre sua área.

Nada menos que 18 dos 33 tentos sofridos pelo alvinegro de Belo Horizonte em 2023 surgiram de jogadas do tipo e apenas três de pênaltis. Isto representa cerca de 60% de gols a partir de bolas do gênero, várias delas em cobranças de escanteios ou faltas na lateral da área atleticana.

O último compromisso do Galo na Série A – empate com o América (MG) no clássico local -, demonstrou com grande clareza os problemas que a defesa atleticana tem tido em bolas aéreas. Os dois tentos marcados pelo Coelho por Mastriani, um deles de letra e outro de cabeça, surgiram de cruzamentos pelo lado esquerdo. Neste jogo o alvinegro chegou a colocar 2 x 0 no placar, mas acabou cedendo o empate.

Além dos gols sofridos contra o América, o Atlético também sofreu tentos a partir de bolas aéreas em jogos contra Carabobo, Libertad e Milionários pela Taça Libertadores, Fortaleza, Fluminense, Palmeiras, Botafogo e Vasco pelo Brasileirão, Brasil de Pelotas e Corinthians pela Copa do Brasil, entre outros, sem contar os confrontos pelo Campeonato Mineiro.

A situação anda tão problemática neste quesito que Felipão já começou a treinar com mais intensidade sua defesa para enfrentar tais jogadas, que têm tirado pontos preciosos do Atlético (MG). Problemas de desatenção da zaga e mesmo em fundamentos básicos para um defensor como a impulsão têm deixado muito a desejar no Galo e precisam ser corrigidos com urgência.

O Brasileirão terá sua 14ª rodada no próximo final de semana e o Atlético (MG) também avançou para a próxima fase da Libertadores. A hora para falhas infantis passou e o Galo precisa focar mais seus zagueiros para os próximos desafios na temporada.