Diretorias incompetentes e descaso com a tradição humilham o Botafogo

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Botafogo

Final de jogo no Estádio Nilton Santos na noite de terça-feira e mais uma humilhação para o já sofrido torcedor do Botafogo: ver seu time ser melancolicamente derrotado por 1 x 0 pelo inexpressivo Cuiabá na primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Pior que a derrota, porém, é o quase desespero dos botafoguenses, que chegaram a sonhar com um clube-empresa e a cada semana convivem com o pesadelo da mediocridade e o descaso de diretores incompetentes com as gloriosas tradições do clube que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira. Uma instituição que teve entre seus atletas nomes como Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho e tantos outros…

Há anos o Alvinegro de General Severiano é maltratado por dirigentes sem visão e capacidade de gerir o patrimônio do clube. Há quanto tempo a torcida não vê realmente um técnico de verdade no comando da equipe e não apenas “apostas” desastrosas em nomes sem expressão e incapazes de dar um mínimo de padrão de jogo a um time? 

A equipe que enfrentou o Cuiabá não tinha uma jogada ensaiada sequer, apresentava “atletas” que não sabiam cobrar um escanteio e limitou-se a muito chuveirinhos sobre a área. Faltou muito de tudo, menos incompetência e dignidade! Afinal, existe mesmo um treinador?

Sim, com certeza há limitações financeiras, mas falta criatividade e abunda a incompetência. Quem escolhe os jogadores a serem contratados? Até quando a dependência – ou escravidão – de empresários sem compromisso com a grandeza passada do clube? Será que é difícil fazer um planejamento sério, ter um bom departamento de “olheiros” ou, mesmo que se disponha de atletas mais limitados, investir um pouco mais e ter um autêntico treinador? Como muitos torcedores inconformados, irritados e extremamente impacientes esbravejam: “chega de estagiários!”, “basta de improvisações!”.

A propósito, cadê a S/A que não sai? Que obscuros e sombrios meandros impedem a verdadeira transformação do clube? Talvez uma casta de péssimos cartolas que se locupletam e aos poucos destroem o único e verdadeiro patrimônio do outrora Glorioso: sua torcida! Os milhões de entristecidos que já se acostumaram a ser alvo de chacotas nas conversas de bar ou nas ruas em que residem. 

Chega! Basta! Aos senhores que minam a grandeza e a extraordinária história da instituição: sumam! Desapareçam e deixem o lugar em que se encastelaram para quem realmente quer ousar e mudar, pois como diz uma faixa de uma torcida organizada, não há clube que resista a tamanha falta de ousadia!

Sim, torcida do Botafogo, sofrida, supersticiosa, mas ainda fiel, proteste, indigne-se e exija como puder – com ou sem pandemia – que as tênias deixem o que pertence ao povo alvinegro: o seu, o meu, o nosso Botafogo!