O grande desafio de Maurício Barbieri no Vasco

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O Vasco voltou à Série A após dois anos na divisão de acesso e se prepara para o que sua torcida considera um renascimento no cenário nacional. Com a parceria confirmada com o Grupo 777, o Gigante da Colina ingressa na era da SAF e já começa a se movimentar para fazer bonito em 2023.

Como passo inicial e com suporte total da 777, o Cruzmaltino anunciou o jovem e promissor treinador Maurício Barbieri para comandante do elenco no próximo ano. Trata-se de um técnico paulistano de apenas 41 anos e que já demonstrou que tem talento para dirigir um dos grandes do País num momento chave de sua história.

Barbieri permaneceu no RB Bragantino por três anos, comandando a equipe do interior paulista em 160 partidas, com 64 vitórias, 46 empates e 50 derrotas. A 777 e a diretoria do Vasco julgaram que o perfil do treinador, que vem de uma experiência em um clube também com estrutura mais empresarial, se encaixa muito bem no que se espera para 2023 em São Januário.

O novo treinador sabe que não terá vida fácil, mesmo com os muitos reforços prometidos pela SAF vascaína. O Vasco acumulou nada menos que quatro rebaixamentos em cerca de dez anos, tem uma torcida ansiosa pelo retorno aos bons tempos e títulos de maior importância.

Traçando um paralelo com o que já acontece no Botafogo, por exemplo, é necessário dar tempo ao processo de reestruturação e os torcedores precisam dar tempo ao novo treinador.

No alvinegro de General Severiano a turbulência foi a tônica na primeira metade de 2022, com muitos torcedores irritados com os maus resultados e pedindo a saída do treinador português Luís Castro. O “dono” do Botafogo, porém, o americano John Textor, manteve o técnico e deixou claro que o projeto é de longo prazo. Os tempos de emissão de um treinador depois de algumas derrotas parecem coisa do passado.

A liderança vascaína precisa ter isto em foco e não se deixar levar muito pelo humor da torcida. Entretanto, os resultados precisam aparecer aos poucos e, pelo menos, o Cruzmaltino, não pode mais uma vez correr risco real de rebaixamento. Barbieri, portanto, tem o maior desafio de sua carreira até o momento.