Hegemonia brasileira na Libertadores pode provocar mudança de regras

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Representantes de algumas federações nacionais ligadas à Conmebol estão preocupados com a grande hegemonia do futebol brasileiro no continente e o consequente esvaziamento da Copa Libertadores em termos de investimento se não houver mudança nas regras do torneio.

Este ano, pela primeira vez na história, um mesmo país – no caso, o Brasil – poderá colocar quatro clubes na fase de semifinal: Atlético (MG), Flamengo, Fluminense e Palmeiras. O fato demonstra a fase de domínio do futebol brasileiro e leva dirigentes de países vizinhos a cogitar mudanças no regulamento.

Em reunião do Conselho da Conmebol realizada na última semana por meio de videoconferência alguns representantes de federações sugeriram que a entidade volte a criar barreiras no regulamento para impedir que três ou mesmo quatro clubes de um mesmo país avancem juntas para as fases mais avançadas da Libertadores.

Por enquanto a Conmebol descarta esta possibilidade. Segundo os cartolas da entidade e de países como o Brasil – que tem oito representantes na Libertadores – e a Argentina, que tem um a menos, as barreiras só poderiam ser impostas se diminuísse o número de concorrentes no torneio.

Em 2017 a Libertadores teve o número de participantes aumentado para 47, justamente para atrair mais patrocinadores e venda de direitos de transmissão dos confrontos a mais países do continente sul-americano. Nas últimas três edições apenas clubes brasileiros e argentinos chegaram à fase de semifinal. O último campeão de outro país no torneio foi o Atlético Nacional da Colômbia, em 2016.

Como não há precisão de mudança nas regras, o futebol brasileiro tende a reinar soberano no continente, seguido de perto pelos argentinos. Talvez não tanto pela melhoria geral no nível dos clubes em nosso País, mas pela mediocridade existente em outros. E segue jogo!